Antecedentes

Os observatórios são estruturas de produção e difusão de informação regular nos respetivos sectores com largo espetro nos planos nacional e internacional.
 

Em Portugal, no sector da cultura, a referência maior é o Observatório das Actividades Culturais (OAC), uma associação fundada em 1996 pelo Ministério da Cultura (MC), o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), tendo como presidente Maria de Lourdes Lima dos Santos (até 2007). O OAC foi, contudo, encerrado em 2013. Ao longo dos dezassete anos de existência funcionou com uma pequena equipa permanente com financiamento do MC, numa lógica de trabalho por projeto. No seu âmbito foram realizados inúmeros estudos nos diversos domínios culturais e sobre diversas problemáticas que permanecem como marcos centrais. Com as atividades de produção e disseminação de resultados o OAC promoveu o conhecimento informado no espaço público, entre os profissionais da cultura e na formulação e avaliação de políticas públicas. Integrou diversas redes internacionais de investigação sobre cultura e políticas públicas.

As iniciativas que se desenvolveram após o encerramento do OAC, em 2017, no quadro do programa Laboratórios Colaborativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no sentido da criação de um laboratório que iria acolher uma linha de trabalho com as características de um observatório para o património e a cultura, não chegaram a efetivar-se. Tal reforçou o reconhecimento por parte de investigadores e profissionais dos diversos domínios culturais, da necessidade de existência de uma estrutura com as características do OAC, e da continuidade das suas linhas de investigação. 

Desta forma, decorridos cinco anos desde a extinção do OAC em 2013, foi possível reunir no CIES as condições para a criação do Observatório Português das Atividades Culturais.

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